quinta-feira, 13 de maio de 2010

Cenário de horrores

Como quem tudo desacredita,
Refugiou-se no luar
E no triste e frio cenário de amores
Resolveu desabafar.
Chorava, lágrimas vermelhas de rancor
E por mais injusto que fora
Culpou-se pela própria dor.
Dera tudo, fora escravo
Entregara-se com paixão,
Mas a alma doce e ingrata
Invalidou seu coração.
Desprezado, desgraçado
Implorou por atenção,
Satisfazia-se com pouco
Um vestígio de compaixão.
O pobre, tolo e manso
Iludira-se com uma atriz
Riu prazerosamente, a infame do infeliz.
Pediu perdão, envergonhara-se
Pelo afeto oferecido
Seu amor não era nada
Ao final, foi esquecido.
Percebera o grande erro,
Dedicar-se por alguém
Desolado, abandonado
Perdera a vida para outrem.
Sua paz também se foi,
Assim que o luar desapareceu
E com os olhos entreabertos
A quietude o adormeceu.

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